O polvo tem três corações e sangue azul
Três bombas, um pigmento à base de cobre e dois terços dos neurônios espalhados pelos braços. Nada no corpo do polvo é acidente: cada peça resolve um problema criado pela anterior.
O oceano cobre 71% do planeta e ainda guarda a maior parte das espécies que ninguém nunca viu. Aqui entram os animais que resolveram problemas impossíveis: respirar sem pulmões, enxergar sem luz e crescer até tamanhos que a terra firme jamais suportaria.
Três bombas, um pigmento à base de cobre e dois terços dos neurônios espalhados pelos braços. Nada no corpo do polvo é acidente: cada peça resolve um problema criado pela anterior.
Trinta metros, cento e cinquenta toneladas e um coração do tamanho de um carro pequeno. A baleia-azul não é apenas grande: ela opera nos limites do que a física permite a um ser vivo.
Ele cresce um centímetro por ano, só se reproduz depois do primeiro século e provavelmente há indivíduos vivos hoje que nasceram antes da Revolução Francesa.
Com menos de cinco milímetros, ela faz o que nenhum outro animal complexo consegue: quando é ferida ou passa fome, volta ao estágio juvenil e recomeça o ciclo do zero.